International Taekwondo Federation

Venezuela

ITF

A Venezuela construiu sua comunidade ITF a partir dos mestres coreanos que chegaram em 1968, antes de qualquer distinção entre ITF e WT. A arte chegou com o Grande Mestre Ho Kwun Kang (Jido Kwan), e décadas depois foi formalizada na FEVETI (Federação Venezuelana de Taekwon-Do ITF), filiada ao ramo Choi Jung Hwa. O que torna a Venezuela única no contexto ITF latino-americano é o paradoxo de sua posição: geopoliticamente próxima de Cuba e da Coreia do Norte durante os governos chavistas, mas institucionalmente alinhada com a facção ITF não norte-coreana — e hoje atingida pela diáspora massiva de seus próprios instrutores.

ROLE
1968
chegada de Ho Kwun Kang — primeiro Taekwondo na Venezuela
1972
primeira escola formal — Hong Ki Kim, Puerto La Cruz
30732
ID da FEVETI em itf-administration.com
7,7 M+
venezuelanos na diáspora — impacto nos instrutores ITF
1968 – 1972

Pioneiros

Os pioneiros coreanos — Ho Kwun Kang e os primeiros mestres

O Taekwondo chega à Venezuela antes de existir o ITF

Em 1º de junho de 1968, o Grand Master Ho Kwun Kang (Jido Kwan) e seu irmão Ho Sick Kang chegaram à Venezuela como os primeiros praticantes de Taekwondo documentados no país. Acompanharam-nos outros mestres coreanos em regiões distintas: Howo Kan no Distrito Federal, Chong Koo Lee em Carabobo, Chang Ok Jui em Yaracuy e Hong Ki Kim em Anzoátegui. Nesses anos não existia distinção ITF/WT — todos ensinavam a mesma arte em evolução, conhecida então como 'Dang Su Do' ou simplesmente Taekwondo.

Ho Kwun Kang formou os primeiros faixas-pretas venezuelanos, entre eles Vicente Pérez, Elías Molero e Johnny Bermúdez — figuras que décadas depois seriam os pilares do ITF venezuelano.

Ho Kwun Kang chegou em 1º de junho de 1968 — o dia em que o Taekwondo começou na Venezuela.

Primeiro, pioneiro
1972 – 1984

Primeiras Estruturas

Primeiras estruturas — o primeiro dojang formal

Hong Ki Kim funda a primeira escola com nome próprio na Venezuela

Em 15 de janeiro de 1972, Hong Ki Kim fundou formalmente a 'Escola de Artes Marciais Hong Ki Kim' em Puerto La Cruz, Anzoátegui — a primeira escola de Taekwondo com nome próprio na Venezuela. Durante essa era foram formados os primeiros faixas-pretas venezuelanos sob os mestres coreanos pioneiros.

O esporte crescia sem uma federação nacional formal que o regulamentasse, mas a rede de academias se estendia por Caracas, Carabobo, Anzoátegui e outras regiões, lançando as bases para a institucionalização que viria na década seguinte.

Primeira escola de Taekwondo na Venezuela — Puerto La Cruz, 15 de janeiro de 1972.

Criação, fundação
1984 – 1990

Federação e Cisma

A federação nacional e o cisma ITF/WT

FEVETI nasce como organismo diferenciado do sistema olímpico

Em 17 de julho de 1984 foi fundada a federação nacional venezuelana de Taekwondo (alinhada ao que viria a ser o sistema WT/olímpico). Dentro desse marco, os praticantes do estilo ITF — Chang Hon, tuls, sine wave — começaram a se organizar de forma diferenciada. A FEVETI (Federación Venezolana de Taekwon-Do ITF) constituiu-se aproximadamente entre 1987 e 1990 (data exata não confirmada), com Vicente Pérez à frente.

A primeira diretoria do organismo nacional foi presidida por Domingo Gómez D'Reis (até 1985) e Alfredo Betencourt (1985–1986). A separação institucional refletia a divisão global do Taekwondo: olímpico sob o guarda-chuva de Seul, tradicional sob o legado do General Choi.

A FEVETI nasceu para preservar o estilo Chang Hon na Venezuela — tuls, sine wave e Matsogi.

Divisão, separação
1990 – 2002

Consolidação

Consolidação e contexto geopolítico

FEVETI alinhada com Choi Jung Hwa em um país próximo de Pyongyang

A FEVETI se consolidou como pioneira no ensino do estilo ITF em nível nacional, registrada com ID 30732 no diretório oficial itf-administration.com (INO 339). A Venezuela começou a participar do circuito pan-americano ITF junto com Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Equador, Bolívia, Brasil, Uruguai e Paraguai.

O contexto político criava um cenário paradoxal: as relações diplomáticas do governo venezuelano com a Coreia do Norte eram próximas, mas a FEVETI mantinha-se alinhada com a facção ITF não norte-coreana. Não foi documentada a chegada direta de mestres norte-coreanos à Venezuela através do canal RPDC-Cuba (não confirmado).

Venezuela — alinhada com a facção não norte-coreana do ITF em um país com vínculos diplomáticos com Pyongyang.

O caminho, a filosofia
2002 – 2013

Pós-Choi

Fratura do ITF e alinhamento com Choi Jung Hwa

FEVETI escolhe sua facção no cisma de três frentes

A morte do General Choi Hong Hi em 15 de junho de 2002 fraturou o ITF mundial em três ramos: Choi Jung Hwa (filho do fundador, sede no Canadá/Reino Unido), ITF-Viena (respaldada pela Coreia do Norte, presidida por Chang Ung) e ITF-Benidorm (Trần Triệu Quân, depois Pablo Trajtenberg). A FEVETI se alinhou ao ramo Choi Jung Hwa — o maior em nível global.

Vicente Pérez continuou como diretor da FEVETI, participando de seminários internacionais com o próprio Choi Jung Hwa. A decisão da FEVETI de não se alinhar com o ramo norte-coreano foi coerente com a independência institucional mantida desde seus inícios, apesar do contexto geopolítico do governo venezuelano.

A FEVETI escolheu a linha dinástica direta do fundador — Choi Jung Hwa — no cisma de 2002.

Resistência, oposição
2013 – Hoy

Crise e Resiliência

Crise e resiliência — o ITF venezuelano diante da diáspora

7,7 milhões de emigrantes e uma federação que não se rende

A crise política e econômica da Venezuela golpeou devastadoramente a estrutura do Taekwondo ITF: concentrações canceladas por falta de recursos, impossibilidade de adquirir protetores eletrônicos, dificuldade para obter passaportes e viajar a competições internacionais. A diáspora — mais de 7,7 milhões de emigrantes até 2024 — drenou a base de instrutores: muitos faixas-pretas ITF se estabeleceram na Colômbia, Espanha e EUA.

A FEVETI respondeu com cursos virtuais, exames a distância e manteve presença no Sul-Americano Virtual ITF junto a nove países da região durante as restrições pandêmicas. A federação segue ativa como testemunho de resiliência institucional em condições extremas.

A diáspora drenou instrutores, mas a FEVETI não fechou — exames virtuais, presença pan-americana, resistência.

Vitória, conquista
Figuras de destaque

Taekwondo em Venezuela

Primer maestro de Taekwondo en Venezuela — fundador del ITF venezolano
Ho Kwun Kang
  • Primer maestro de Taekwondo en Venezuela (1 jun 1968)
  • Linaje Jido Kwan — formado en Corea
  • Formó a Vicente Pérez, Elías Molero y Johnny Bermúdez
  • 9° Dan — Grand Master
Director de FEVETI · Pilar del ITF venezolano durante la crisis
Vicente Pérez
  • VII Dan ITF — alumno directo de Ho Kwun Kang
  • Director de FEVETI por más de 25 años
  • Mantuvo FEVETI operativa durante la crisis venezolana
  • FEVETI afiliada a Choi Jung Hwa (ITF-C)
Fundador de la primera escuela formal de Taekwondo en Venezuela
Hong Ki Kim
  • Fundó la primera escuela formal de TKD en Venezuela (Puerto La Cruz, 1972)
  • Pionero en el estado Anzoátegui
  • Parte del grupo original de maestros coreanos de 1968

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A história do Taekwondo continua em cada dojang, em cada aula, em cada estudante.

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